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El Observador entrevista a Anna, de Ikea: Cobro lo suficiente para …
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ENTRE 1945 y 1948 el dueño de Ikea, Ingvar Kamprad, formó parte de grupos nazis, ¿no te asusta un poco el currículo del jefe? En la página que estoy abriendo encontrarás la subcategoría de artículos para el café y el té. …
Catálogo Ikea 2007
Tags: flatulencias, ikea, nombres, nazis
Cuando su fundador Ingvar Kamprad todavía jugaba a los nazis y los judíos, … Yo creo que hasta para las flatulencias deben tener su correspondiente archivador. … Ese tazón TROFÉ (¿quién será el fumao que elige esos nombres? …
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SEXTA, 07 DE JULHO DE 2006
Tags: casa branca, congresso nacional, e mail, new york times, dos eua
PRATICA RADICAL ” alterglobalização, anticapitalismo, socialismo, revolução.
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A seguir, a versão integral do publicado hoje. Recomenda-se ao leitor que salve em seu PC o que lhe interessar. O que foi publicado pode ser remetido via e-mail ao interessado.
Índice de 07 de julho de 2006, publicado logo depois:
*QUEM VIGIA OS VIGIAS? ” Jornal americano é acusado de “traição” ao revelar violações de sigilo cuja legalidade é tão duvidosa quanto a dos tribunais de Guantánamo. Na sexta-feira 23 de junho, o jornal The New York Times publicou uma matéria sobre a violação do sigilo bancário por parte do governo dos EUA. Com o alegado objetivo de rastrear o financiamento do terrorismo, um programa do Departamento do Tesouro monitorava, desde 2001, transferências de dinheiro por todo o mundo. A Casa Branca confirmou a informação, obtida junto a cerca de 20 fontes relacionadas ao governo, na maioria preocupadas com os aspectos legais e de privacidade dessa política. Já em dezembro, o mesmo jornal revelara que a Agência de Segurança Nacional (NSA) colocava sob escuta telefônica milhares de cidadãos dos EUA, também em nome da “guerra ao terror”. Por Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa.
*Marilena Chauí critica o poder da mídia Para uma platéia de mais de 700 pessoas a filósofa e professora da USP Marilena Chauí fez, na abertura do 32º Congresso Nacional dos Jornalistas, em Ouro Preto, no dia 5 de julho, uma análise contundente do comportamento dos meios de comunicação no Brasil, que, segundo ela, exercem o poder de desinformar a população. Outro ponto forte da abertura foi a homenagem dos congressistas ao jornalista Daniel Herz, falecido em 30 de maio último. 07.jul.2006
*As duas derrotas do Brasil ” A seleção brasileira de futebol perdeu e o Brasil, como país, perdeu. Não porque não ganhamos a Copa, mas porque se montou uma imensa operação publicitária ” que foi da campanha do Santander se atribuindo ter sido “escolhido (por quem?) o melhor banco do mundo”, até toda a parafernália de bugigangas e camisas modelo 2006 caríssimas, passando pela cobertura de imprensa. O Brasil jogou cerca de 7 horas e meia, tivemos que agüentar 700 horas de comentários, repetitivos, inócuos, pouco explicativos, mas que tinham que ocupar horários, respeitar contratos de publicidade privada, preencher vazios de tempo, gerar expectativas horas antes de cada jogo, mascarar o péssimo time do Brasil, para justificar as campanhas publicitárias e o imenso gasto de dinheiro para mandar a maior delegação de jornalistas do mundo mandada à Alemanha. Emir Sader, 03.jul.2006.
*Em nome do pai do socialismo. Em visita a Fortaleza, onde divulgou a campanha internacional a favor da libertação de agentes cubanos presos ilegalmente nos Estados Unidos, Aleida Guevara, filha de Che Guevara, denunciou o que considera uma política terrorista por parte do governo norte-americano. Em entrevista ao O POVO, ela defendeu o regime cubano e disse que seu pai não foi um mito, mas um homem comum, com uma enorme capacidade de amar e servir à humanidade. 03/07/2006.
*Historiador analisa o legado de Gramsci. Para uns, ele é socialista. Para outros, social-democrata. Há até quem identifique liberalismo nos escritos de Antonio Gramsci (1891-1937). Seu legado tem sido objeto de disputa pelas mais diversas correntes políticas. Duas boas razões estão por trás do debate. Uma é de conteúdo: líder comunista na Itália, Gramsci teve nos anos de formação a influência do antimarxista Benedetto Croce. Outra é circunstancial: a fragmentação de seus textos, escritos na prisão onde passou os últimos dez anos de sua vida. Em “Gramsci e a Revolução”, Lincoln Secco, professor de história da USP, não deixa dúvida sobre sua interpretação: “Gramsci foi, antes de tudo, um revolucionário e o núcleo de suas preocupações sempre foi a política e o poder. Mas não qualquer política e sim a estratégia socialista”. Por Oscar Pilagallo.
*DIRETO DA BOLÍVIA ” Morales vence eleições mas disputa com oposição continua. Resultados dão inequívoca vitória ao MAS, partido do governo. Mas uma intrincada legislação e interpretações diversas dos resultados geram novos atritos. Embora significativa, a proporção da vitória oficial não dará tranqüilidade a Evo Morales, tanto no referendo, quanto na composição da Constituinte. Gilberto Maringoni ” Carta Maior.
*De borbulha em borbulha. A irresistível ascensão do ouro. Em Novembro de 2005 o preço do ouro estava a ponto de perfurar o tecto dos 500 dólares por onça. O acontecimento fez soar numerosos alarmes. Keith Rabin e Scott MacDonald, dois especialistas prestigiados no mundo da especulação financeira, assinalaram naquele momento que “com o ouro a aproximar-se dos 500 dólares surge a tendência para supor que o tão esperado ‘final de jogo’ se encontra diante de nós” . O acontecimento não demorou muito a verificar-se: a 2 de Dezembro a cotação saltou para 504 dólares, a 31 de Dezembro despedia-se do ano velho a 513 dólares e a 3 de Janeiro saudava o novo ano com uma cotação de 520 dólares, para a 1 de Março chegar aos 562 dólares. Mas o “fim do jogo”, ou seja, a crise geral do sistema monetário em vigor e a entrada num período de alta turbulência não se verificou (ainda). A 18 de Abril atingia os 616 dólares e a 17 de Maio 713 para baixar, em meados de Junho, a pouco menos de 600 dólares num ambiente em que se multiplicavam prognósticos de subidas próximas. Agora, a pergunta chave é quando será perfurado o tecto mágico dos 1000 dólares e em que contexto. Poderão, nesse caso, os bancos centrais das grandes potências continuar a manter sob controle o esquema monetário global? Começará nesse momento a queda vertiginosa do dólar ou, pelo contrário, continuará a esticar-se a corda um pouco (ou muito) mais? Assistiremos então à emergência hegemónica do euro ou este será também arrastado pela desordem geral? E, finalmente, qual é o limite superior do preço do ouro? Qual será o ritmo da sua ascensão? Se percorremos as páginas web especializadas no tema veremos aparecer números por enquanto “assombrosos”. Dana Samuelson, no sítio do “American Gold Exchange”, assinala o seguinte: “Considero que nos encontramos num período de crescimento explosivo do preço do ouro que pode chegar ao dobro do seu preço anterior superior a 850 dólares (durante a breve euforia de 1980) … o estudo do ciclo do mercado e da conjuntura económica actual (a dívida pública dos Estados Unidos, a borbulha de créditos, a super expansão da oferta monetária, a precariedade do dólar, etc) levam-me a prognosticar 1700 dólares por onça. por Jorge Beinstein, 3.jul.2006.
*Aspectos de classe nos Estados Unidos. A riqueza é sempre muito mais desigualmente dividida do que o rendimento. Em 2001 os 1 por cento do topo dos possuidores de riqueza representavam 33 por cento de toda a riqueza líquida nos Estados Unidos, duas vezes a riqueza líquida total dos 80 por cento da base da população. Medida em termos de riqueza financeira (o que exclui o património líquido das casas ocupadas pelos proprietários), em 2001 os 1 por cento do topo possuíam mais de quatro vezes tanto quanto os 80 por cento da base da população. Entre 1983 e 2001, estes mesmos 1 por cento do topo retinham 28 por cento do ascenso no rendimento nacional, 33 por cento do ganho total em valor líquido, e 52 por cento do crescimento global em valor financeiro. por John Bellamy Foster
*“Ajustamento súbito desregulado”, novo eufemismo para colapso ” quão próximos estaremos dele?. Na abertura da reunião do FMI, em 21 de Abril, o ministro das Finanças russo declarou que o seu país “não considera o dólar uma moeda de reserva fiável devido à sua instabilidade”. Nesse mesmo dia o Riksbank sueco reduziu para metade a sua reserva de dólares para comprar euros. Naquela reunião do FMI foi lançado o 2006 World Economic Outlook (Perpectiva Económica Mundial 2006), advertindo para um colapso do dólar ” devido a desequilíbrios do comércio mundial, disparando a dívida americana crescer em espiral e determinando o fim do petro-dólar como padrão de reserva. Na linguagem hermética amada por economistas que desejam disfarçar a verdade, declaram: “Os desequilíbrios globais em transacções correntes provavelmente permanecerão em níveis elevados por mais tempo do que de outra forma teria sido o caso, aumentando o risco do ajustamento súbito desordenado”. Este “ajustamento súbito desordenado” é o actual eufemismo dos banqueiros para designar as consequências do colapso do dólar. Outros, como o economista Stephen Roach da Morgan Stanley e os financeiros Soros e Warren Buffet, preferem chamar a este cenário “Armagedão económico”. Quão próximos estaremos dele? por Margaret Legum.
*Uma reflexão teórica sobre as relações entre natureza e capitalismo ” A actual crise ecológica tem uma causalidade assente na complexa e intricada rede de mediações que compõem a estrutura económica do modo de produção capitalista. O tripé apropriacedil;ão ” apropriação ” mercadorização ocupa neste processo o lugar central do estado de completa degradação dos ecossistemas terrestres. Daí que seja de todo inviável imaginar o fim da crise ecológica global sem uma superação do modo de produção capitalista. Por conseguinte, a luta de classe proletária é sempre uma luta ecológica, mas uma luta ecológica não é necessariamente uma luta de classe. Assim, uma luta ecológica que pretenda pôr em xeque a abissal destruição da natureza e dos recursos dela derivados terá de partir de um eixo simultaneamente de interpretação/explicação e transformação social vincadamente anti-capitalista, onde a classe trabalhadora actua como motor do movimento social mais geral. por João Valente Aguiar.
*La meta de Israel es ocupar todo y destruir el gobierno de Hamas. Las principales organizaciones israelitas justifican automáticamente todo lo que hace Israel. Sobre el bombardeo a la planta de agua, dicen que es porque el agua puede tener un doble uso. Y ahora destruyen la planta de electricidad porque dicen que puede dar luz a las reuniones clandestinas de los militantes. Comentarios de James Petras. Lunes 3 de julio de 2006.
*Irán atómico ” Un vuelco. La nueva actitud de Estados Unidos respecto de Irán a propósito del contencioso nuclear constituye un vuelco espectacular. Es preciso recordar que, hace apenas dos meses, altos responsables estadounidenses consideraban todavía como “opción posible” el lanzamiento de ataques selectivos para obligar a Teherán -”uno de los motores del terrorismo mundial”, según el secretario de Defensa Donald Rumsfeld- a que abandonara su programa nuclear. Estos ataques implicaban el uso de bombas antibúnker de ojiva atómica, de B61-11, y amenazaban especialmente el complejo de Natanz, situado a 250 kilómetros de Teherán, donde se encuentra una central de enriquecimiento de uranio. De acuerdo con un alto responsable del Pentágono, la Casa Blanca estimaba que “el único modo de resolver el problema es cambiar la estructura del poder en Irán, y eso significa una guerra”. Ignacio Ramonet, Le Monde Diplomatique.
*La cuestión nacional y el proyecto revolucionário. Tras el famoso “dictadura ni la del proletariado” (1976), los clásicos quedaron en España en el baúl de los recuerdos. Algunos intentos actuales de recuperación del comunismo en España pecan de hacer una reacción de péndulo ante ese abandono: pecan de adoración libresca de los clásicos y de tratar de resolver los problemas políticos a golpe de cita. x Carlos Gutiérrez, 07.jul.2006.
*Filósofos debaten en Caracas sobre problemas de la Humanidad. La humanidad y sus problemas sociales, económicos y políticos serán debatidos hoy en Caracas por filósofos y pensadores de unos 15 países. Dicho encuentro, denominado II Festival Internacional de Filosofía se realizará del 6 al 12 de julio y los participantes abordarán aspectos relacionados con los derechos humanos, diversidad cultural, justicia social, poder imperialista y resistencia popular. Los talleres sesionarán simultáneamente y tendrán por sede los estados de Bolívar, Carabobo, Lara, Táchira y Zulia. De acuerdo con el ministro de la Cultura, Francisco Sesto, asistirán filósofos de Argentina, Colombia, Costa Rica, Cuba, Alemania, Reino Unido, Uganda e Italia, entre otros. Sesto destacó que uno de los invitados es Franz J Hinkelammert, quien recibió aquí el premio El Libertador al pensamiento crítico. Refirió que este evento es uno de los 37 que esa institución tiene organizada para este año. Entre otros la institución organiza el de poesía al que se aspira asistan creadores de todo el mundo. Agregó que el pueblo venezolano hace suyo esos festivales, aunque esta no es la función primordial del ministerio. Indicó que ese ministerio está encaminado a dotar las infraestructuras necesarias para que el estado lleve cultura a todo el pueblo. De esta manera se logra mantener la diversidad cultural entre las diferentes comunidades de nuestro país que se caracteriza por ser multiétnico y pluricultural, aseveró el titular. PL, 07.jul.2006
*Una perspectiva actual del socialismo. El Socialismo como tema de debate político ha vuelto al escenario debido a las ideas que en ese sentido ha relanzado el actual gobierno venezolano. El presidente Hugo Chávez ha propuesto “el Socialismo del siglo XXI” como la vía de desarrollo de la revolución bolivariana. Esta propuesta obliga necesariamente a un debate teórico sobre el socialismo, debate que tiene que considerar, necesariamente, el examen crítico de la experiencia socialista mundial. El socialismo, surgido como propuesta política en la Europa del siglo XIX, se presentó como una alternativa ante los pueblos del mundo a partir de la Revolución Rusa, en 1917, y tuvo importantes logros en países como China, Vietnam y Cuba, para mencionar sólo algunos. Pensamos que es imprescindible saldar cuentas, en términos de reflexión crítica, con todo ese acumulado de luchas que tienen los movimientos populares por conquistar una sociedad alternativa al capitalismo. La discusión teórica sobre la experiencia socialista en el mundo es hoy una necesidad ineludible, sobre todo si tomamos en cuenta el fracaso de la experiencia soviética y la disolución de la URSS en 1992. El presente trabajo expone algunas reflexiones críticas sobre la experiencia socialista en el mundo. Esta reflexión teórica ha sido producto, más allá de motivaciones puramente académicas, de las necesidades prácticas que nos han surgido a lo largo de tres décadas de lucha revolucionaria en Venezuela. La lucha teórica sólo tiene sentido si se realiza a partir de un compromiso práctico con las luchas de los trabajadores y el pueblo en general. Roberto López Sánchez, Rebelión, 06.jul.2006.
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*QUEM VIGIA OS VIGIAS? ” Jornal americano é acusado de “traição” ao revelar violações de sigilo cuja legalidade é tão duvidosa quanto a dos tribunais de Guantánamo. Na sexta-feira 23 de junho, o jornal The New York Times publicou uma matéria sobre a violação do sigilo bancário por parte do governo dos EUA. Com o alegado objetivo de rastrear o financiamento do terrorismo, um programa do Departamento do Tesouro monitorava, desde 2001, transferências de dinheiro por todo o mundo. A Casa Branca confirmou a informação, obtida junto a cerca de 20 fontes relacionadas ao governo, na maioria preocupadas com os aspectos legais e de privacidade dessa política. Já em dezembro, o mesmo jornal revelara que a Agência de Segurança Nacional (NSA) colocava sob escuta telefônica milhares de cidadãos dos EUA, também em nome da “guerra ao terror”. Por Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa.
No caso em pauta, Washington recorreu a um mecanismo obscuro conhecido como “intimação administrativa”, livre de controle externo, para acompanhar os 12,7 milhões de mensagens da rede internacional Swift (iniciais da Sociedade para Telecomunicação Financeira Bancária Mundial, em inglês), que abrange 7.800 bancos em 200 países e movimenta 6 trilhões de dólares por dia.
Outros jornais ” incluindo The Washington Post, The Wall Street Journal e Los Angeles Times ” publicaram matérias semelhantes no mesmo dia. O editor deste último justificou a reportagem como de interesse público, relevante para que os leitores possam avaliar a condução da “guerra ao terror”. Mas todos se decidiram depois de saber que o diário nova-iorquino iria em frente. Talvez a notícia tenha sido vazada pelo próprio governo, para privá-lo do “furo”.
No domingo, o presidente do Comitê de Segurança Nacional da Câmara, entrevistado pela Fox News, disse que pediria ao procurador-geral, Alberto Gonzalez, um processo criminal contra o jornal de Nova York. Esse deputado, o republicano Peter T. King, disse que as políticas antiterroristas e a segurança nacional haviam sido postas em risco ao se revelar esse segredo “em tempo de guerra”.
” Ninguém elegeu The New York Times para coisa alguma. E esse jornal pôs sua própria agenda esquerdista, elitista e arrogante acima dos interesses do povo americano. É um jornal reincidente, um criminoso serial.
Do ponto de vista dos aliados, a situação não é clara. O porta-voz do Departamento do Tesouro diz que os europeus foram informados e reagiram com “compreensão”. Mas o ministro da Justiça da Bélgica, sede do sistema Swift (embora parte da rede opere nos EUA), solicitou um relatório sobre a legalidade da ação estadunidense. O comissário europeu de Justiça queixou-se da falta de regulamentação: “Se houvesse uma legislação européia, os cidadãos estariam mais bem protegidos”. E o Partido Popular Europeu, federação de países conservadores no Parlamento Europeu, pediu um inquérito formal.
Já em 2003, preocupados com sua responsabilidade legal, os executivos do Swift pediram aos EUA para encerrar o acordo. “Até quando isso vai continuar?”, perguntou um deles. Concordaram em continuar depois da intervenção de altos funcionários, inclusive Alan Greenspan, e de um acordo que permitiria que representantes da empresa que administra o sistema trabalhassem ao lado dos funcionários da inteligência e bloqueassem as buscas que considerassem impróprias.
A ONG Privacy International, de Londres, reuniu queixas formais provenientes de 32 países ” incluindo todos os membros da União Européia, Canadá, Hong Kong e Austrália ” contra o Swift, por violar as leis européias e asiáticas de proteção do sigilo bancário, pois não houve aprovação por parte de autoridades desses países, que têm leis que proíbem suas empresas de transferir dados pessoais confidenciais a países sem uma proteção adequada à privacidade ” o que hoje é o caso dos EUA.
Bush júnior atacou os jornais na segunda-feira 26 de junho, dizendo que a divulgação do programa era “uma vergonha” e “um grave dano aos EUA”. A Fox News citou “analistas”, segundo os quais o Congresso “poderia querer” mudar a lei para tornar mais fáceis futuros processos à imprensa. G. Gordon Liddy, executor da invasão do edifício Watergate, ordenada por Nixon em 1972, e hoje comentarista da Fox, era entrevistado pela rede e comparava o caso a publicar aos planos para o Dia D às vésperas do desembarque.
Entretanto, o caso lembra menos o Dia D do que a invasão do Watergate. Se o programa de monitoramento foi útil para detectar movimentações financeiras a favor de terroristas, isso só ocorreu nas primeiras semanas ou meses após o 11 de Setembro. Para que esse monitoramento de legalidade duvidosa continuou por cinco anos?
Quando do atentado em Nova York, a própria Casa Branca anunciou de imediato que rastrearia as finanças do terrorismo. O Swift, bem conhecido do mundo financeiro, com site e revista, é um alvo óbvio. Só um amador o usaria: qualquer terrorista sério logo adotaria procedimentos mais seguros, como a chamada hawala (“transferência”, no jargão bancário árabe): entrega-se uma quantia a um intermediário (hawaladar), que liga a um hawaladar em outro país para entregar, mediante um pequeno spread, o valor equivalente à pessoa que lhe apresentar certa senha, de maneira a contornar o sistema bancário formal e driblar qualquer controle estatal.
Baseado em laços de confiança pessoais, étnicos, religiosos ou de parentesco, o sistema é rotineiramente usado por exportadores, importadores, estudantes e trabalhadores migrantes e também é adequado ao custo relativamente baixo das ações terroristas. Os custos dos piores atentados dos últimos anos foram estimados em 10 mil a 50 mil dólares ” salvo o de 11 de Setembro, avaliado em 500 mil dólares.
Em outras ocasiões, The New York Times fez o jogo do governo. Publicou e apoiou as matérias da jornalista Judith Miller (depois afastada), que apresentaram como fato a fraude das “armas de destruição em massa” do Iraque e colaboraram com o vazamento do nome da agente Valerie Plame, ordenado pela Casa Branca para punir o ex-embaixador que desmentiu a farsa. Mas, neste caso, fez jus às expectativas de um liberal autêntico, como Thomas Jefferson:
” Se me coubesse decidir se deveríamos ter um governo sem jornais ou jornais sem um governo, eu não hesitaria um momento em preferir a segunda alternativa.
O monitoramento do Swift parece um caso de “medida de emergência” transformada em rotina permanente, com objetivos muito mais amplos que os declarados, a saber a ampliação do poder de vigilância do governo estadunidense sobre nações, negócios e cidadãos de todo o mundo, sem controle internacional ” ou nem sequer o do Congresso e do Judiciário do próprio país.
É parte da generalização do Estado de Exceção denunciado pelo jurista Giorgio Agamben no livro homônimo: desativação de determinações jurídicas, exclusão dos atos do governo do campo do direito e instauração de uma guerra civil legal.
O caso é análogo ” ainda que menos extremo e geral ” ao Estado de exceção proclamado pelo nazismo com o pretexto do atentado ao Reichstag, que durou até a derrota final do III Reich, ou ao AI-5, que usou pequenos atentados como pretexto para 11 anos de poder absoluto.
Mas é de forma ainda mais patente que, no caso presente, o “tempo de guerra” foi estendido sem limite, pois a chamada “guerra ao terrorismo” não tem fim concebível. Isso dá cobertura para perpetuar todo tipo de arbitrariedade ” do “grampo” generalizado de telefonemas e e-mails aos tribunais de Guantánamo (que a Suprema Corte por fim julgou inconstitucional em 29 de junho) e à recusa a aplicar a Convenção de Genebra a prisioneiros (igualmente rejeitada pela Corte na mesma data). E a denunciar e punir como “traidor” quem se atrever a questionar tais medidas, mesmo se a sua suposta utilidade no combate ao terrorismo se tornou irrelevante ante o risco que pode representar para as garantias democráticas da Constituição dos EUA e a soberania das demais nações do mundo.
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*Marilena Chauí critica o poder da mídia Para uma platéia de mais de 700 pessoas a filósofa e professora da USP Marilena Chauí fez, na abertura do 32º Congresso Nacional dos Jornalistas, em Ouro Preto, no dia 5 de julho, uma análise contundente do comportamento dos meios de comunicação no Brasil, que, segundo ela, exercem o poder de desinformar a população. Outro ponto forte da abertura foi a homenagem dos congressistas ao jornalista Daniel Herz, falecido em 30 de maio último. 07.jul.2006
“Baseado em buscas aleatórias, o jornalismo se tornou hoje um dos principais protagonistas da destruição da opinião pública”, disparou Marilena Chauí, na Conferência “Mídia e Poder”, que abriu oficialmente as atividades do 32º Congresso Nacional dos Jornalistas, no dia 5 de julho. Para ela, os meios de comunicação cumprem uma função de reprodução e valorização da ideologia capitalista.
Marilena Chauí observa que, com a onda de neoliberalismo instalada no mundo, está ocorrendo o encolhimento do espaço público e o alargamento do espaço privado, “onde pouco mais de uma dezena de conglomerados detêm o poder da comunicação”. Ela cita que há uma verdadeira “saturação de informações” que, assim, contribui para desinformar a população à medida que inibem a reflexão crítica. “As reflexões sobre as referências políticas, sociais e históricas, com suas causas e conseqüências, não são exercidas. Em lugar de opinião pública, os veículos de comunicação produzem manifestação do sentimento de massa, já que todos os assuntos são uma questão de gosto, de preferência e não de pensamento, de julgamento”, sentenciou.
A organização do Congresso deverá disponibilizar todo o conteúdo da conferência de Marilena Chauí pela Internet e através de uma publicação especial.
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*As duas derrotas do Brasil ” A seleção brasileira de futebol perdeu e o Brasil, como país, perdeu. Não porque não ganhamos a Copa, mas porque se montou uma imensa operação publicitária ” que foi da campanha do Santander se atribuindo ter sido “escolhido (por quem?) o melhor banco do mundo”, até toda a parafernália de bugigangas e camisas modelo 2006 caríssimas, passando pela cobertura de imprensa. O Brasil jogou cerca de 7 horas e meia, tivemos que agüentar 700 horas de comentários, repetitivos, inócuos, pouco explicativos, mas que tinham que ocupar horários, respeitar contratos de publicidade privada, preencher vazios de tempo, gerar expectativas horas antes de cada jogo, mascarar o péssimo time do Brasil, para justificar as campanhas publicitárias e o imenso gasto de dinheiro para mandar a maior delegação de jornalistas do mundo mandada à Alemanha. Emir Sader, 03.jul.2006.
Perdeu o Brasil porque ao invés de desmascarar o caráter mercantil que toma conta do futebol, não contamos com cobertura de TVs públicas, que pudessem estar livres dessas pragas, pudessem dar um tom distinto à cobertura e inclusive denunciar a falta de caráter pública dos eventos, da cobertura da imprensa, dos clubes ” invadidos pela mercantilização da “profissionalização” e das federações e confederações. Tomara que as decisões sobre TV digital tragam de fato a possibilidade de termos mais umas 4 cadeias de TVs públicas, que elas tenham muito mais recursos ” só possível com os orçamentos participativos, para que não sejam afogadas como acontece com a TV Cultura ” e tenhamos cobertura que digam a verdade ” sobre o futebol e sobre sua mercantilização, que invade as próprias coberturas jornalísticas.
Versão completa do texto, aqui.
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*Em nome do pai do socialismo. Em visita a Fortaleza, onde divulgou a campanha internacional a favor da libertação de agentes cubanos presos ilegalmente nos Estados Unidos, Aleida Guevara, filha de Che Guevara, denunciou o que considera uma política terrorista por parte do governo norte-americano. Em entrevista ao O POVO, ela defendeu o regime cubano e disse que seu pai não foi um mito, mas um homem comum, com uma enorme capacidade de amar e servir à humanidade. 03/07/2006.
A médica Aleida Guevara não se deixa encantar pela mitificação que a história emprestou à imagem de seu pai, o guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara. Nem com a mitificação de herói político - reproduzida mundialmente em camisetas, bandeiras e outros souvenirs (uns mais outros nada engajados) - nem com a canonização por que Che passa em algumas comunidades espalhadas pela Bolívia, país onde foi executado em 1967. Na época, Aleida tinha apenas seis anos e não sabia da fama que o pai desfrutava em Cuba. Tanto que não entendeu as faixas com fotos e homenagens a Che quando a notícia correu Havana.
“Eu não sabia ler o que havia escrito em tantas faixas e letreiros. Eu perguntava por que, mas ninguém me dizia porque tinham pena. E no discurso de Fidel, ele disse que aquele era o homem mais completo, que se quiséssemos ter um exemplo para nossos filhos, aquele era o mais completo exemplo”, ela lembra. “Eu nunca me entendi como filha de um mito. Eu sou filha de um homem. A questão é entender como é que ele, sendo tão ser humano como nós, conseguiu ser um ser humano melhor”.
Convidada pela Casa de Amizade Brasil-Cuba, Aleida esteve em Fortaleza no início de junho participando de uma série de atividades e debates ligados ao movimento Anistia 68 e à campanha que ela vem promovendo em vários países a favor da libertação de cinco cubanos presos ilegalmente nos Estados Unidos sob acusação de terrorismo. Numa das raras pausas de que desfrutou em sua agenda na Cidade, Aleida conversou rapidamente com O POVO. Na entrevista, reafirmou sua defesa tenaz do regime cubano e denunciou o que considera como uma política externa terrorista por parte dos Estados Unidos.
“O povo cubano decidiu há muitos anos pelo regime socialista. E decidiu isso porque sabe que é a única maneira de viver com dignidade”, afirmou.
OP - A senhora tinha seis anos quando seu pai faleceu. Que lembranças a senhora tem do convívio com Che Guevara?
Aleida Guevara - São muito poucas realmente. Muita gente me pergunta isso e o que digo sempre é que Che era um homem com uma grande capacidade para amar. Mesmo que tenha convivido muito pouco tempo conosco, com a família, essa foi a marca que ele nos deixou, nós tínhamos a sensação de que éramos filhos queridos. Ele nem dizia que nos amava, mas nós sabíamos que o afeto existia. Isso é muito importante para qualquer pessoa, saber que você é amada por seu pai. Quando nasci meu pai estava na China e minha mãe mandou um telegrama com um aviso de que eu havia nascido. Meu pai queria que eu fosse homem porque já tinha uma filha maior de seu outro casamento. Então, ele manda um telegrama brincando que se fosse mulher, queria que minha mãe me colocasse num barco. Minha mãe não gostou muito porque teve muito trabalho para me trazer ao mundo. Mas meu pai sempre nos tratou com muito carinho e muita atenção. O mais importante é que nossa mãe nos ensinou a amá-lo mesmo quando ele não estava presente, essa foi a coisa mais bonita que minha mãe logrou como mulher, ela nos fez amar e respeitar um pai que não podia estar presente.
OP - Em que momento a senhora percebe que é filha de um mito como Che Guevara?
Aleida Guevara - Nunca. Nunca. Eu nunca me entendi como filha de um mito. Eu sou filha de um homem, não de um mito. Um mito é alguém que está separado da realidade. Sempre tive consciência que meu pai era um homem como você, como qualquer outro, com uma grande capacidade de amar e de entregar-se a uma causa, muito inteligente, muito estudioso. Mas era um homem como qualquer outro, que não estava separado da realidade. A questão é entender como é que ele, sendo tão ser humano como nós, conseguiu ser um ser humano melhor.
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*Historiador analisa o legado de Gramsci. Para uns, ele é socialista. Para outros, social-democrata. Há até quem identifique liberalismo nos escritos de Antonio Gramsci (1891-1937). Seu legado tem sido objeto de disputa pelas mais diversas correntes políticas. Duas boas razões estão por trás do debate. Uma é de conteúdo: líder comunista na Itália, Gramsci teve nos anos de formação a influência do antimarxista Benedetto Croce. Outra é circunstancial: a fragmentação de seus textos, escritos na prisão onde passou os últimos dez anos de sua vida. Em “Gramsci e a Revolução”, Lincoln Secco, professor de história da USP, não deixa dúvida sobre sua interpretação: “Gramsci foi, antes de tudo, um revolucionário e o núcleo de suas preocupações sempre foi a política e o poder. Mas não qualquer política e sim a estratégia socialista”. Por Oscar Pilagallo.
Socialismo democrático
A própria tese de Secco permite que se acrescente: não uma estratégia socialista qualquer e, sim, a que resultasse num socialismo democrático. A questão da democracia em Gramsci tem despertado grande interesse. É fonte de inspiração tanto para marxistas que procuram alternativa ao modelo stalinista quanto para social-democratas que buscam diálogo com o marxismo.
É preciso entender, no entanto, que a concepção de democracia de Gramsci não é a liberal. Esta, para ele, é uma forma de hegemonia burguesa, ou seja, o poder que os de cima têm de retirar a capacidade de luta dos de baixo, “integrando-os no jogo democrático-eleitoral como participantes que legitimam a dominação de classe da burguesia”, resume Secco.
O livro traça uma boa síntese da recepção no Brasil das idéias de Gramsci, que permitiram que a defesa da democracia durante o regime militar fosse uma estratégia consistente de forças de esquerda, e não apenas uma tática provisória. A instrumentalização de Gramsci que a crítica à esquerda qualifica de contrabando ideológico foi defendida pela corrente do PCB que se abrigaria no PT.
Resultado de uma dissertação de mestrado de 1998, o livro de Secco não aborda o PT no governo, mas antecipa a dificuldade de a esquerda conciliar socialismo e democracia. O autor lembra que Gramsci é “tão notável que resistiu a todas as tempestades que varreram muitos autores supostamente identificados com o marxismo”. Na Europa, o teórico contribuiu para a experiência do eurocomunismo. No Brasil, porém, sua obra não se traduziu numa ação política que testasse a viabilidade de seus conceitos.
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GRAMSCI E A REVOLUÇÃO
Autor: Lincoln Secco
Editora: Alameda
Quanto: R$ 34 (240 págs.)
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*DIRETO DA BOLÍVIA ” Morales vence eleições mas disputa com oposição continua. Resultados dão inequívoca vitória ao MAS, partido do governo. Mas uma intrincada legislação e interpretações diversas dos resultados geram novos atritos. Embora significativa, a proporção da vitória oficial não dará tranqüilidade a Evo Morales, tanto no referendo, quanto na composição da Constituinte. Gilberto Maringoni ” Carta Maior.
LA PAZ ” O MAS (Movimento ao Socialismo) teve expressiva vitória nas eleições bolivianas, neste domingo. Mas os números geram novas tensões com setores oposicionistas, por conta da complicada legislação eleitoral do país.
Os primeiros indicadores divulgados para a Assembléia Constituinte e para o Referendo sobre Autonomia resultam da chamada “contagem rápida”, uma projeção feita a partir de amostragens de votos já apurados em todo o país. Ela tem uma margem de confiabilidade muito superior às tradicionais pesquisas de boca de urna. O resultado oficial demora ainda alguns dias.
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*De borbulha em borbulha. A irresistível ascensão do ouro. Em Novembro de 2005 o preço do ouro estava a ponto de perfurar o tecto dos 500 dólares por onça. O acontecimento fez soar numerosos alarmes. Keith Rabin e Scott MacDonald, dois especialistas prestigiados no mundo da especulação financeira, assinalaram naquele momento que “com o ouro a aproximar-se dos 500 dólares surge a tendência para supor que o tão esperado ‘final de jogo’ se encontra diante de nós” . O acontecimento não demorou muito a verificar-se: a 2 de Dezembro a cotação saltou para 504 dólares, a 31 de Dezembro despedia-se do ano velho a 513 dólares e a 3 de Janeiro saudava o novo ano com uma cotação de 520 dólares, para a 1 de Março chegar aos 562 dólares. Mas o “fim do jogo”, ou seja, a crise geral do sistema monetário em vigor e a entrada num período de alta turbulência não se verificou (ainda). A 18 de Abril atingia os 616 dólares e a 17 de Maio 713 para baixar, em meados de Junho, a pouco menos de 600 dólares num ambiente em que se multiplicavam prognósticos de subidas próximas. Agora, a pergunta chave é quando será perfurado o tecto mágico dos 1000 dólares e em que contexto. Poderão, nesse caso, os bancos centrais das grandes potências continuar a manter sob controle o esquema monetário global? Começará nesse momento a queda vertiginosa do dólar ou, pelo contrário, continuará a esticar-se a corda um pouco (ou muito) mais? Assistiremos então à emergência hegemónica do euro ou este será também arrastado pela desordem geral? E, finalmente, qual é o limite superior do preço do ouro? Qual será o ritmo da sua ascensão? Se percorremos as páginas web especializadas no tema veremos aparecer números por enquanto “assombrosos”. Dana Samuelson, no sítio do “American Gold Exchange”, assinala o seguinte: “Considero que nos encontramos num período de crescimento explosivo do preço do ouro que pode chegar ao dobro do seu preço anterior superior a 850 dólares (durante a breve euforia de 1980) … o estudo do ciclo do mercado e da conjuntura económica actual (a dívida pública dos Estados Unidos, a borbulha de créditos, a super expansão da oferta monetária, a precariedade do dólar, etc) levam-me a prognosticar 1700 dólares por onça. por Jorge Beinstein, 3.jul.2006.
Estas interrogações estão carregadas de mitos. Trata-se do ouro, símbolo de riqueza, de luxo, mas também de tempos difíceis. É o que nos ensinou o século XX, em que as sucessivas corridas para o metal precioso eram na realidade fugas de sistemas monetários em crise. Um especialista europeu assinalava recentemente que “afortunadamente dispomos de um barómetro que, ao menos no curto prazo, funcionou com bastante eficiência no passado: o ouro. Como todos sabemos, os barómetros avisam da tormenta quando brilha no céu um sol esplêndido”. Na realidade, o céu já está carregado de nuvens.
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*Aspectos de classe nos Estados Unidos. A riqueza é sempre muito mais desigualmente dividida do que o rendimento. Em 2001 os 1 por cento do topo dos possuidores de riqueza representavam 33 por cento de toda a riqueza líquida nos Estados Unidos, duas vezes a riqueza líquida total dos 80 por cento da base da população. Medida em termos de riqueza financeira (o que exclui o património líquido das casas ocupadas pelos proprietários), em 2001 os 1 por cento do topo possuíam mais de quatro vezes tanto quanto os 80 por cento da base da população. Entre 1983 e 2001, estes mesmos 1 por cento do topo retinham 28 por cento do ascenso no rendimento nacional, 33 por cento do ganho total em valor líquido, e 52 por cento do crescimento global em valor financeiro. por John Bellamy Foster
No entanto, uma considerável porção da população ainda parece concordar na aceitação de diferenciais substanciais em recompensas económicas com base na concepção de que isto representa retorno pelo mérito e de que todas as crianças de uma oportunidade de competir para ascender ao topo. Os Estados Unidos, conta-nos a visão convencional recebida, ainda são a “terra da oportunidade”. Os novos dados sobre a mobilidade de classe, contudo, indicam que isto está longe de ser o caso e que as barreiras a separarem classes estão a endurecer.
Uma investigação de classe conduz-nos então à análise da sociedade como um todo, suas relações de poder, conflito e mudança. Este número especial da Monthly Review pretende descobrir muitos dos aspectos de classe nos Estados Unidos de hoje como meio de explorar as lutas essenciais do nosso tempo. Os artigos aqui incluídos são todos escritos da perspectiva da classe trabalhadora (e da classe média mais baixa) e estão portanto orientados primariamente para o entendimento das condições cambiantes de exploração experimentadas pelo povo na base da sociedade. Mas eles são escritos também do ponto de vista da luta de classe. Ao focar classe e luta de classe nosso propósito subjacente é claro: não simplesmente interpretar o mundo, mas mudá-lo.
Versão completa do texto, aqui.
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*“Ajustamento súbito desregulado”, novo eufemismo para colapso ” quão próximos estaremos dele?. Na abertura da reunião do FMI, em 21 de Abril, o ministro das Finanças russo declarou que o seu país “não considera o dólar uma moeda de reserva fiável devido à sua instabilidade”. Nesse mesmo dia o Riksbank sueco reduziu para metade a sua reserva de dólares para comprar euros. Naquela reunião do FMI foi lançado o 2006 World Economic Outlook (Perpectiva Económica Mundial 2006), advertindo para um colapso do dólar ” devido a desequilíbrios do comércio mundial, disparando a dívida americana crescer em espiral e determinando o fim do petro-dólar como padrão de reserva. Na linguagem hermética amada por economistas que desejam disfarçar a verdade, declaram: “Os desequilíbrios globais em transacções correntes provavelmente permanecerão em níveis elevados por mais tempo do que de outra forma teria sido o caso, aumentando o risco do ajustamento súbito desordenado”. Este “ajustamento súbito desordenado” é o actual eufemismo dos banqueiros para designar as consequências do colapso do dólar. Outros, como o economista Stephen Roach da Morgan Stanley e os financeiros Soros e Warren Buffet, preferem chamar a este cenário “Armagedão económico”. Quão próximos estaremos dele? por Margaret Legum.
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*Uma reflexão teórica sobre as relações entre natureza e capitalismo ” A actual crise ecológica tem uma causalidade assente na complexa e intricada rede de mediações que compõem a estrutura económica do modo de produção capitalista. O tripé apropriacedil;ão ” apropriação ” mercadorização ocupa neste processo o lugar central do estado de completa degradação dos ecossistemas terrestres. Daí que seja de todo inviável imaginar o fim da crise ecológica global sem uma superação do modo de produção capitalista. Por conseguinte, a luta de classe proletária é sempre uma luta ecológica, mas uma luta ecológica não é necessariamente uma luta de classe. Assim, uma luta ecológica que pretenda pôr em xeque a abissal destruição da natureza e dos recursos dela derivados terá de partir de um eixo simultaneamente de interpretação/explicação e transformação social vincadamente anti-capitalista, onde a classe trabalhadora actua como motor do movimento social mais geral. por João Valente Aguiar.
Só a luta das classes exploradas (classe trabalhadora, campesinato da periferia e outras camadas intermédias) e a instauração de relações de produção libertas de qualquer tipo de exploração, poderão alterar profunda e radicalmente ” isto é, até à raiz ” o modo como as sociedades humanas dominam a natureza e, desse modo, estabelecer um relacionamento harmonioso e realmente sustentável do Homem com a Natureza.
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*La meta de Israel es ocupar todo y destruir el gobierno de Hamas. Las principales organizaciones israelitas justifican automáticamente todo lo que hace Israel. Sobre el bombardeo a la planta de agua, dicen que es porque el agua puede tener un doble uso. Y ahora destruyen la planta de electricidad porque dicen que puede dar luz a las reuniones clandestinas de los militantes. Comentarios de James Petras. Lunes 3 de julio de 2006.
Chury: Voy a arrancar esta entrevista con un planteo que seguramente tu nos vas a responder y nos va a hacer mucho bien que nos lo esclarezcas. Necesitamos un análisis global sobre la agresión israelí en la franja de Gaza, del plan político y militar de Israel, de la posición que tiene el imperialismo respecto a esto, qué pasa con Egipto, Siria, Líbano, Jordania… Qué intereses económicos, políticos, estratégicos existen en Gaza, si le conviene realmente al imperialismo abrir otro frente más en Medio Oriente -además de Irak y Afganistán- o si esto es una misma cosa… Cuál es la posición de la ONU, de la Unión Europea, de Rusia. Cuál es el resultado final que se puede esperar de todo esto que está pasando y que uno lo ve como realmente grave.
Petras: Bueno, estoy escribiendo un artículo y revisando cuidadosamente los datos, no sólo sobre la invasión y ataque israelita a Gaza, si no también con los antecedentes. Y yo creo que es parte de lo que debemos llamar la “solución final” de lo que piensan los estrategas de Israel, que siempre han tenido la visión de tomar control de todo el territorio de Palestina.
Desde hace años, desde antes de la ocupación, Ben Gurion y Golda Meir dijeron públicamente que para ellos no existen los palestinos, los árabes; sólo existe un territorio vacío y los judíos deben ser los dueños y propietarios, todo el tiempo. Y eso ha sido confirmado por todos los primeros Ministros y en algunos momentos por el actual Primer Ministro Ehud Olmert.
Olmert, frente al Congreso de Estados Unidos, dijo textualmente: mi visión es que nosotros gobernamos en todo lo que es el territorio palestino. Entonces no hay ningún secreto en el discurso, en la visión estratégica de Israel que quiere expulsar los palestinos o crear condiciones totalmente inviables para que se vayan.
Dentro de esta visión estratégica confirmada por laboristas y licudistas, la derecha y la mal llamada centro izquierda, hemos visto primero la ocupación de los territorios y la negación de todas las decisiones de Naciones Unidas, de la Corte mundial y demás, que Israel construye cada vez más colonias en los territorios ocupados. Después tenemos la construcción del muro que también ocupa más territorio palestino, después tenemos las autopistas donde sólo pueden pasar los israelitas, reduciendo cada vez más la comunicación entre los colonos y los asentamientos palestinos.
Después los ataques constantes y los asesinatos, que ellos llaman selectivos, pero que son tan generalizados y sistemáticos que debemos llamarlos asesinatos premeditados, dirigidos a aterrorizar a la población civil. Este asalto ocurre a una semana de la invasión, una semana después que Hamas tácitamente reconoce a Israel y la propuesta de tener dos estados paralelos. Firmaron un acuerdo con el presidente de la Autoridad Palestina, el señor Abas, para negociar con Israel.
Israel rechaza “lo digo enfáticamente-, rechaza completamente la propuesta negociadora y el programa a tratarse entre los dos grupos. Frente al pacifismo de Hamas -porque no hay que olvidar que todos los medios de comunicación, menos la prensa judía, dice que el problema es la agresión israelita en los últimos 18 meses; durante 18 meses Hamas mantuvo un cese de fuego e Israel constantemente tratando de provocar una respuesta militar para lanzarse sobre lo que queda del territorio Palestina, para volver otra vez a reconquistar Palestina- y como Hamas no respondió -a pesar de que Israel estaba matando familias en la playa, lejos de cualquier pretexto de un blanco militar, matando una familia entera, aterrorizando miles de personas en las playas, después matando niños y mujeres embarazadas, como un patrón de provocación-.
Como Hamas no respondió a la provocación y estaba incluso en una actitud conciliadora, Israel lanza esta invasión preparada meses antes de la captura del soldado israelita, que burlando al mundo lo llaman raptado. Un rapto?, es un soldado en combate, es absurdo.
En Israel han raptado mas de 330 niños que están encarcelados en Israel sin juicio y más de 250 mujeres están encarceladas sin juicio. Son los israelitas que raptan y están violando todas las normas, pero acusan de raptar un soldado en combate. Un soldado en combate queda preso. Pero Israel ha tenido preparado -y quiero enfatizar eso- la movilización de tanques, artillería y helicópteros en los límites para una invasión por lo menos cuatro semanas antes de este incidente. Ellos ya tenían el plan de invasión, siempre buscan otro pretexto para invadir el país.
¿Y por qué están destruyendo las tuberías de agua, las plantas de electricidad? El mismo Estados Unidos ha construido esa planta de electricidad y cierra la boca. ¿Por qué? Porque el poder sionista en Estados Unidos calla la boca de la Casa Blanca y del Congreso.
Hasta Kofi Annan dice frente al asalto y la destrucción de la infraestructura que se quedan sin sistema sanitario y sin agua en Gaza. Dice que está preocupado, preocupado por un proyecto de limpieza étnica máxima de 1.4 millones de personas. Este imbécil, este hombre africano impotente, es simplemente un cobarde incapaz de pronunciarse respecto a que eso no se puede hacer, que están violando todas las leyes y normas internacionales, es un acto de genocidio.
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*Irán atómico ” Un vuelco. La nueva actitud de Estados Unidos respecto de Irán a propósito del contencioso nuclear constituye un vuelco espectacular. Es preciso recordar que, hace apenas dos meses, altos responsables estadounidenses consideraban todavía como “opción posible” el lanzamiento de ataques selectivos para obligar a Teherán -”uno de los motores del terrorismo mundial”, según el secretario de Defensa Donald Rumsfeld- a que abandonara su programa nuclear. Estos ataques implicaban el uso de bombas antibúnker de ojiva atómica, de B61-11, y amenazaban especialmente el complejo de Natanz, situado a 250 kilómetros de Teherán, donde se encuentra una central de enriquecimiento de uranio. De acuerdo con un alto responsable del Pentágono, la Casa Blanca estimaba que “el único modo de resolver el problema es cambiar la estructura del poder en Irán, y eso significa una guerra”. Ignacio Ramonet, Le Monde Diplomatique.
En eso estaban cuando de pronto las cosas cambiaron radicalmente. Reunidos en Viena el 1 de junio, los ministros de asuntos exteriores de los cinco países miembros permanentes del Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas (Estados Unidos, China, Francia, Reino Unido, Rusia) y de Alemania han elaborado un documento que formula, en un tono esta vez conciliador y desprovisto de amenazas, nuevas propuestas para poner fin al contencioso. Propuestas que el alto representante de la Unión Europea para la política exterior, Javier Solana, entregó el 6 de junio en Teherán a Ali Larijani, secretario del Consejo Supremo de la Seguridad Nacional y principal negociador iraní en la cuestión.
Aunque el contenido del documento no es de dominio público, se sabe que en él los seis reconocen el derecho de Irán, signatario del Tratado de No Proliferación Nuclear (TNP) a acceder a la energía nuclear civil, y se comprometen a ayudarlo a comprar reactores de agua ligera. Además proponen poner fin al embargo económico, proporcionarle piezas de repuesto que necesita su aviación civil, y prometen apoyar su candidatura ante la Organización Mundial del Comercio (OMC) a la que Washington ya ha opuesto su veto en dieciocho ocasiones…
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*La cuestión nacional y el proyecto revolucionário. Tras el famoso “dictadura ni la del proletariado” (1976), los clásicos quedaron en España en el baúl de los recuerdos. Algunos intentos actuales de recuperación del comunismo en España pecan de hacer una reacción de péndulo ante ese abandono: pecan de adoración libresca de los clásicos y de tratar de resolver los problemas políticos a golpe de cita. x Carlos Gutiérrez, 07.jul.2006.
Versão completa do texto, aqui.
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*Filósofos debaten en Caracas sobre problemas de la Humanidad. La humanidad y sus problemas sociales, económicos y políticos serán debatidos hoy en Caracas por filósofos y pensadores de unos 15 países. Dicho encuentro, denominado II Festival Internacional de Filosofía se realizará del 6 al 12 de julio y los participantes abordarán aspectos relacionados con los derechos humanos, diversidad cultural, justicia social, poder imperialista y resistencia popular. Los talleres sesionarán simultáneamente y tendrán por sede los estados de Bolívar, Carabobo, Lara, Táchira y Zulia. De acuerdo con el ministro de la Cultura, Francisco Sesto, asistirán filósofos de Argentina, Colombia, Costa Rica, Cuba, Alemania, Reino Unido, Uganda e Italia, entre otros. Sesto destacó que uno de los invitados es Franz J Hinkelammert, quien recibió aquí el premio El Libertador al pensamiento crítico. Refirió que este evento es uno de los 37 que esa institución tiene organizada para este año. Entre otros la institución organiza el de poesía al que se aspira asistan creadores de todo el mundo. Agregó que el pueblo venezolano hace suyo esos festivales, aunque esta no es la función primordial del ministerio. Indicó que ese ministerio está encaminado a dotar las infraestructuras necesarias para que el estado lleve cultura a todo el pueblo. De esta manera se logra mantener la diversidad cultural entre las diferentes comunidades de nuestro país que se caracteriza por ser multiétnico y pluricultural, aseveró el titular. PL, 07.jul.2006
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*Una perspectiva actual del socialismo. El Socialismo como tema de debate político ha vuelto al escenario debido a las ideas que en ese sentido ha relanzado el actual gobierno venezolano. El presidente Hugo Chávez ha propuesto “el Socialismo del siglo XXI” como la vía de desarrollo de la revolución bolivariana. Esta propuesta obliga necesariamente a un debate teórico sobre el socialismo, debate que tiene que considerar, necesariamente, el examen crítico de la experiencia socialista mundial. El socialismo, surgido como propuesta política en la Europa del siglo XIX, se presentó como una alternativa ante los pueblos del mundo a partir de la Revolución Rusa, en 1917, y tuvo importantes logros en países como China, Vietnam y Cuba, para mencionar sólo algunos. Pensamos que es imprescindible saldar cuentas, en términos de reflexión crítica, con todo ese acumulado de luchas que tienen los movimientos populares por conquistar una sociedad alternativa al capitalismo. La discusión teórica sobre la experiencia socialista en el mundo es hoy una necesidad ineludible, sobre todo si tomamos en cuenta el fracaso de la experiencia soviética y la disolución de la URSS en 1992. El presente trabajo expone algunas reflexiones críticas sobre la experiencia socialista en el mundo. Esta reflexión teórica ha sido producto, más allá de motivaciones puramente académicas, de las necesidades prácticas que nos han surgido a lo largo de tres décadas de lucha revolucionaria en Venezuela. La lucha teórica sólo tiene sentido si se realiza a partir de un compromiso práctico con las luchas de los trabajadores y el pueblo en general. Roberto López Sánchez, Rebelión, 06.jul.2006.
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lundi 26 juin 2006 23:03:33
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Comment qualifier l’intervention, ou l’interview, de Chirac sur France 2, en ce moment même ? Je ne trouve qu’un mot : nullissime, affreusement nullisime. Je ne crois pas avoir grand chose à dire de plus….
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Grande réunion
publique de débat aura lieu demain mardi, au gymnase du Parc Palmer à
Cenon. Une mauvaise nouvelle: José Bové ne peut pas venir. Une bonne
nouvelle: un grand écran de télévision permettra à ceux …
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PROVERBE MARSEILLAIS
Mieux vaut avoir la maladie de Parkinson que celle d’Alzheimer, car il est préférable de renverser un peu de son pastis que d’oublier de le boire….
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“Marianne” - du 17 au 23 juin 2006
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“Ne pas remplacer un fonctionnaire sur deux!” exigeait Nicolas Sarkozy.
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Le programme de la journée est le suivant :
10H45 Rendez-vous Place de l’Eglise de Saint Clément des Baleines
11H : D&eacut…
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